por Nivea Avellar
Expressar-se é uma necessidade.
E tempos como os de agora, torna-se ainda mais vital. A fala que cala vira patologia. As incertezas destes dias levam mais lapiseiras ao encontro do papel. E, deste encontro, brota muito maisA do que um simples texto. A frase escrita reflete um quase mundo real: a aproximação da realidade num gráfico de enésima potência rascunhado com grafite zero-cinco, e depois digitalizado, não em Matlab ou Origin, mas em Word ou Bloco Notas, em seguida solto para percorrer a rede, de um computador a outro, de um cérebro a outro, initerrupto e eficaz, aproximando ainda outros tantos angustiados, vítmas das incertezas de um sistema falindo, teimando em permanecer.
O lápis
A folha
O computador
Os meios de comunicação de almas (“almas?!”) sintetizadas em letras, palavras, expressões. O caos descrito, quase.
Algo nos fez juntar e trabalhar nisso. O algo que é tema de todos os nossos textos, ainda que de forma sutil. Está lá presente em todos os nossos autores e também naqueles ainda não aproximados. Estava lá nos unindo antes que nos déssemos conta. Aqui, ponto de encontro de inúmeras aproximações (físicas, matemáticas), juntando forças e fraquezas, para atacar e defender. A palavra escrita é um soco no estômago da apatia. Levantem-se. Aproximem-se.
(O respeitável público decide tirar à força os falsos artistas e pseudo-intelectuais de cena. Esta noite, o picadeiro pertencerá ao povo)
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por Leandro Monerato
Aproximações. Foram delas que surgiu este blog que pelo seu nome sintetiza momentos de várias pessoas que aqui se expressaram e se expressarão. Há muito que o silêncio é ignorado como expressão artística fundamental, elemento fundamental que ilumina e desenha as sombras da vida cotidiana. Um trovão aconteceu, quem dele participou sabe, quem não, duvida. O acaso e a necessidade se fundiram. Um blog pronto que não procurava ninguém. Pessoas que queriam gritar através de letras que não se conheciam.
O blog estará aqui para manter um eixo de aproximações de expressões. Enquanto confusos estamos o melhor é se aproximar, conversar, ouvir, brigar, algum momento o estopim surge e as próximas ações cada vez mais contundentes ocorrerão.
Primeira reunião oficial do aproximações
Da esquerda pra direita: Eduardo (duelavoegle), Marília, Guilherme, Leandro, Nivea, Rafael.

Show a filosofia de vocês!