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Doze Homens e Uma Sentença
Praticamente todo o drama é filmado apenas numa sala, onde doze homens debatem e devem decidir entre a vida e morte de um jovem acusado de parrícidio.
Lançado em 1957, mantém-se atual em toda a sua temática, e ainda mais na necessidade em assiti-lo, refletir sobre o tema em si: a pena de morte. Além de aspectos epistemológicos: a busca da verdade antes de tudo é uma crítica implacável. Para isso se faz necessário uma flexibilidade psicológica, para a qual preconceitos, vaidades, etc. são nada mais que entraves.
Uma crítica ferrenha à mediocridade e à sociedade que denigre sem maiores dificuldades, qualquer pobre suspeito. E protege qualque rico culpado.
O filme conta ainda com ótimas perfomances dos atores, muito exigidos. Destaque para Henry Fonda.
Vencedor do Urso de Ouro do mesmo ano, este filme é um clássico, e como tal deve ser assistido.
A Batalha de Seattle
O cinema mostra a que veio.
Retrato importante de um dos conflitos mais importantes dos últimos anos. Cerca de trinta países se mobilizaram em protesto à violência deflagrada contra estudantes, trabalhadores, ativistas de ínumeras regiões e motivações inocentes. Numa conferência onde se decidia o rumo das transações econômicas mundiais, o povo, a sua maioria, para poder se expressar coloca-se a perigo; expoe-se a uma guerra, enfrenta um exército treinado, apenas com seus corpos, sua voz e suas idéais.
Como acreditar na democracia depois dele? Alguém mais ainda acredita nisso?
Vale a pena assistir
A vida e morte de Peter Sellers
Baseado em livro de mesmo nome, este filme dirigido por Stephen Hopkins é uma homenagem poética, divertida e dramática, fantástica e simples de um ícone da representação: Peter Sellers.
Nascido em 1925, em Hampshire, Inglaterra, morreu em 1980 em Londres. Iniciou sua carreira com a série produzida pela rádio BBC, The Goon Show. Mas em pouco tempo o seu talento chegou ao cinema, ganhando notoriedade rapidamente.
Sellers é como um recepiente vazio por onde personagens correm como um rio. Uma personalidade complexa que desfaz a sua identidade rapidamente. Peter existe? Genialidade, esquizofrenia, humor, fragilidade, egocentrismo, o debate em sua época se perdia entre inúmeros adjetivos. A dificuldade de entender é proporcional ao magnetismo que provoca sua perfomance. Um artista que apesar de recorrer a indústria cinematográfica, denunciava a mediocridade das suas criações.Uma personalidade díficil. Um astro de Hollywood, atormentado pela dominadora e ambiciosa mãe. E como a maioria dos mortais, tendo relações muito complicadas.
“A vida e morte de Peter Sellers” trata-se de um filme para se deliciar, com a fantástica apresentação de Geoffrey Rush. Que passeia pelos principais trabalhos da carreira de Sellers, como Dr. Fantástico dirigido por Kubrick, onde representou três vezes. Além dos seis episódios do Pantera Cor-de-Rosa.


Wallace (Bill Murray) é um americano que viaja até a Inglaterra para passar seu aniversário com James (Peter Gallagher), seu irmão. Ao ver o irmão James fica feliz, mas como tem um importante jantar de negócios com alemães e Wallace não é a pessoa ideal para estar neste tipo de reunião, ele lhe paga para participar do Teatro da Vida, uma representação interativa onde o palco é formado pelas ruas e casas e, mesmo sem decorar as falas, a pessoa é o astro de uma história, na qual artistas contratados guiam o novo ator. Wallace concorda em participar, mas quando vai pegar instruções através de um telefone público recebe uma mensagem, que pensa ser do Teatro da Vida. Logo se envolve em um plano de assassinato, que visa cancelar a assinatura de um tratado de paz anglo-russo e restabelecer a guerra fria na Europa. Apesar de estar cercado por assassinos, Wallace pensa que tudo é uma representação e, do outro lado, as pessoas que tramam o atentado acreditam que ele seja um super agente secreto, conhecido apenas como Spencer.
Vatel – um banquete para o rei
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Para salvar sua província das dívidas, no norte da França, o Príncipe de Condé convida o rei Luis XIV para um suntuoso banquete, tudo fica a cargo de François Vatel, que se tornaria um dos mitos da gastronomia mundial.
Vatel trabalha. Agilidade, destreza, persistência, obstinação. É um gigante.
Mostra disso é a cena em que lhe é dito que a distribuição de ovos não foi efetuada, colocando um dos seus pratos em perigo. Sem choramingar, mas com impressionante capacidade de resolução de problemas, bate açúcar e creme de leite, inventando o agora famoso Chantillly.![]()
Vatel rapidamente consegue a aprovação de toda a côrte, e é confiscado pelo rei num jogo de cartas para o Palácio de Versalhes. Mas o que lhe move é o trabalho e não a busca de poder. E não vai se render. Vatel é mais que um cheff. É um exemplo.
O seu ódio pela nobreza, pela ociosidade, pela burrice, pelo idiotismo dessa classe o farão resistir. O que mais impressiona no filme dirigido por Roland Joffé é justamente o contraste entre essas características da nobreza e os bastidores, onde Vatel é um exemplo grandioso.
Como os ricos, apesar de tudo, são seres mais fracos, menos capazes. Porque dependem de uma fantasia para viverem. Enquanto os trabalhadores, trabalham. E constrõem o seu mundo, e a si mesmos.
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O Jogo Imortal, David Shenk
“(…) Muitos jogos caíram num esquecimento tão absoluto que nem sequer puderam deixar alguma marca coerente no registro histórico. Por mais que tentassem, historiadores decididos não conseguiram ainda descobrir as regras básicas de um grande cemitério de jogos do passado.
Contrastemos tudo isso com o xadrez, jogo que nem os editos religiosos, nem o oceano, ou a guerra, ou a barreira dos idiomas pôde deter. Nem mesmo a impiedosa acumulação do tempo, que no fi nal remove e desmancha a maioria das coisas, pôde sequer dar um leve puxão no feroz ímpeto do xadrez. Em 1786, Benjamin Franklin escreveu: “Durante inúmeros períodos ele foi a diversão de todas as nações civilizadas da Ásia, dos persas, dos indianos e dos chineses. A Europa o conhece há mais de mil anos; os espanhóis o divulgaram por suas regiões da América, e ultimamente ele começa a fazer sua aparição aqui nesta nação.”
O jogo chegaria por fi m a todas as cidades do mundo, em mais de 1.500 anos de história contínua – um fi o comum de cadeias de peões, forquilhas de cavalos e humilhantes xeques-mates que percorreriam as vidas de Karl Marx, do papa Leão XIII, de Arnold Schwarzenegger, rei Eduardo I, George Bernard Shaw, Abraham Lincoln, Ivã o Terrível, Voltaire,rei Montezuma, Rabbi Ibn Ezra, Guilherme o Conquistador, Jorge Luis Borges, Willie Nelson, Napoleão, Samuel Beckett, Woody Allen e Norman Schwarzkopf. Do Palácio do Portão Dourado, em Bagdá, até o Castelo de Windsor, em Londres, e às mesas de hoje à margem do lago na North Avenue Beach, em Chicago, o xadrez formaria um laço através da história de forma surpreendente e estimulante.
Como pôde um jogo durar tanto, e agradar tão amplamente, ao longo de tão variadas circunstâncias de tempo, geografia, língua e cultura?”
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Vaticano S.A
Monsenhor Renato Dardozzi foi, desde 1974 até finais do século XX, conselheiro das figuras mais importantes na gestão do banco central da Igreja, o IOR. No final da sua vida, Dardozzi determinou que o arquivo que ele próprio elaborou, com todos os processos que acompanhou, se tornasse público. Vaticano, SA contém o essencial das informações recolhidas por este prelado, sendo um documento de grande interesse histórico que expõe a frenética a actividade da Igreja, durante duas décadas, visando, sob a capa de obras de caridade, secretíssimas manipulações políticas, subornos, pagamentos a políticos corruptos e elementos da Máfia, e até mesmo um elaborado sistema de lavagem de dinheiros: um paraíso fiscal inexpugnável em plena cidade de Roma.



