A ti, meu amor, dedico o melhor que há
neste meu peito seco e calejado.
Ofereço, curioso, este hábito estranho de sorrir
que a força do teu olhar resgatou.
E também esta paixão madura,
este olhar perdido e
estas mãos rudes que erram sobre teu corpo, indecisas,
na busca de um carinho impossível.
Teu amor é como o sorriso da manhã
como a calma fria da aurora
a romper os fios de penumbra que uma noite de infortúnios teceu.
Agradeço o teu carinho, amiga,
com a simplicidade desses versos e do meu amor -
estas inesperadas flores que se abrem com a delicadeza do teu toque.
por Guilherme Lopes
