por Eber Josué
Príncipe fui.
Maioral e senhor.
Nos meus dias de glória
História, escória
Era tudo o que havia
Além de mim.
Fétido, putrefato
Era tudo além da eira,
Tudo além da beira.
Tudo não passava
De quimeras.
Todavia…
Um remédio há que a tudo cura.
Uma marcha há que ninguém pára.
O tic-tac acaba
Mas quando novamente volta
Salta pra alcançar.
Príncipe fui,
Não mais sou.
Embora nada,
Nada parece ter mudado em mim…
Passei, talvez, a enxergar a vida
Tal qual realmente é.
