Os olhos levemente cerrados
espreitam os vultos do teu corpo.
Sentem a dança delicada
dos teus gestos de amor e fremem
quando tuas mãos me alcançam a pele
em carícias de volúpia.
O desenho do teu corpo
os desenhos no teu corpo.
A boca viva
a vontade ébria
o teu cheiro na penumbra…
Uma força leve que me doma a respiração
e aquece como lava o sangue nas veias.
Não é acaso que dizem vermelha a cor do amor.
por Guilherme Lopes
