por Thiago Lobão
Camaleão que flutua
Na altura do olhar
O céu pode alcançar
Em dançante pele crua
Profusão oscilante
De cores no palco
Ação atuante
No espaço ainda virgem
Para presa vertigem
Transitando sempre na cor
Sendo eterno conhecedor
Dos tons refletidos
E pela folha, engolidos
No fluxo do criador
Camaleão que flutua
No topo do Jacarandá
Um sol pode criar
Em verdejante escama nua
Sensação penetrante
De ondas ao vento
Pensamento resultante
Do gen em viagem
Para outro, miragem
Em freqüências de enganador
Sendo signo de valor
De equilíbrios coloridos
E pela natureza, medidos
Em pedaço quantificador

Farei uma tatuagem de um camaleão. Bobo, não?