Morre o algoz

por Pedro Trindade

Ela corria e sorria, como se o que seguia assim seria:
quente, confortável,doce e ao mesmo tempo prazeroso salgado
Corria como se obstáculos não existissem, como se as árvores e raízes no caminho fossem etéreas tal qual a brisa
E ela era dona da brisa!
Os raios de sol não se comparavam mais ao brilho de seu olhar.
Nem mesmo seu nome lhe cabia.
se tornou inomeavel!
Tanta era sua alegria, que nem mais alegria era, ja era outra coisa, outro tempo, outro estado, intangível, simultaneo…
E correu, correu, correu tanto que tinha certeza de ja estar em outro país.
E para ela esse eterno correr era buscar e alcançar eternamente
não se sentia perdida, nem cansada, nem mesmo viva ou morta, até isso pra ela ja não importava.
Resolveu parar, parou.
sentou-se
Pensou em pensar no que deixou para traz, mas e se pensar nisso a fisesse parar?Parar de correr, parar de sorrir, de sorrir-se…
Preferiu apenas lembrar do momento em que conseguiu se levantar, quando acordou e com muito esforço saiu de baixo daquele corpo oco que sempre assim o fora
Pegou a chave, abriu a porta e começou a maratona que agora a deixava em uma planice qualquer…
Essas lembranças fizeram na verdade com que ela explodisse de alegria, se levantou e voltou a correr.
Pensou, não com palavras mas com imagens e sentimentos:
“Preciso encontrar alguem para falar”

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Uma Resposta a Morre o algoz

  1. Pedro Trindade diz:

    Danke…

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