por Eber Josué
Pudera ser eu a mira,
Da atenção o foco,
Desse teu olhar;
Quisera provocar-te a ira
Para admirar-te os olhos
Ao me fulminar;
No ar queria eu ser neblina,
O espelho do teu toucador,
A água onde vais mirar-te,
O horizonte antes do sol se pôr;
As lagrimas que em teu rosto rolam
Se algum motivo a faz chorar;
Queria ser o teu primeiro dia
Provar o primeiro brilho desse teu olhar;
Quisera eu ser a lua na janela,
Seu refugio nas noites de solidão,
Romance rápido poderia eu ser
- Longo fitar antes do arder do coração;
Pudera ser eu o tudo ou o nada,
Tudo depende do que o destino reservar.
Depende se os teus olhos estão cerrados.
Depende da direção do teu olhar.
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Se o meu direcionar é difuso,
E meus olhos semi-fechado,
Talvez não é o nosso amor que está condenado,
Talvez apenas seja cego desde o parto.
Meu texto há muito repasso,
Minha coreografia,
Também luz e som.
Visto o figurino que me cabe
Respiro fundo e adentro o palco de queixo erguido
Assim que chega a minha vez.
Há muito faço com incorreção
O que, sei, da ribalta,
A palavra que não foi falada,
Virá com a incerteza de um ‘talvez’.
é lindo
Que direção
Senão nihil
Que olhos
Sombras…
Espécie de doença
Dor cordial
Lágrimas
Como eu, tu és
Tristemente…
Irmão de dor